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A Junta de Freguesia da Ajuda, leva a efeito no próximo dia 13 de Novembro de 2011, com a organização técnica da Xistarca, uma corrida pedestre, com uma extensão de 10.000 mil metros designada por "1ª Corrida da Ajuda".Do programa faz parte também uma caminhada (sem classificação), de aproximadamente 3.000 metros, com partida às 10.30H, aberta a todos depois de devidamente inscritos. Percurso:A Corrida tem a partida marcada para as 10.30 Horas na Alameda Keil do Amaral, vira à direita na Estrada do Penedo até à rotunda, à direita Estrada do Alvito até à rotunda, vira à direita para Alameda Keil do Amaral, passa pelo local de partida, novamente à direita para a estrada do Penedo, segue em frente, até à rotunda Cruz das Oliveiras, segue em frente para a Estrada de Monsanto que desce até à rotunda do Pina Manique, vira à direita para a Estrada do Outeiro, seguindo em frente para a rotunda dos Montes Claros, vir à direita para a Estrada do Penedo até à 1ª rotunda, vira à direita para a Estrada dos Marcos, esquerda Estrada Pedro Teixeira, Calçada do Galvão até ao Largo da Memoria e à esquerda para as traseiras da Igreja da Memória onde estará instalada a META. A Corrida da Ajuda é aberta a todos, desde que devidamente inscritos, sendo distribuídos pelos seguintes escalões de acordo com a data de Nascimento.
É NECESSÁRIO EFECTUAR O LOGIN PARA EFECTUAR A INSCRIÇÃO, no final da corrida poderá consultar os resultados na página da xistarca, se efectuou a sua inscrição online tem a possibilidade de ver o resultado personalizado no final da página de cada evento. ("Como me posso inscrever") | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Definitivamente foi desta... o verão acabou, as temperaturas começaram a cair e as horas dos dias também são cada vez mais curtas. Provavelmente sentem que as rotinas de corrida têm também que entrar em modo de hibernação durante o inverno. Mas não tem que ser assim. Correr com tempo frio pode até nos pode ajudar a vermo-nos livres daquele sentimento cinzento de inverno, aumentar os níveis de energia e garantir que andamos em boa forma, capazes de fazer frente à intempérie!
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Sigam estas dicas para correr bem mesmo com tempo frio.
Comecem por vestir uma camada fina de algo num material sintético confortável, que irá ajudar o suor a sair do corpo. Não optem pelo algodão, porque este absorve a humidade e vai deixar-vos molhados. Uma camada exterior de nylon ou Gore-Tex, respirável, vai ajudar a protegerem-se do vento e da chuva, enquanto deixa sair a humidade do corpo, prevenindo que transpirem, aqueçam em demasia e apanhem alguma constipação. Se estiver mesmo muito frio, precisarão de uma camada intermédia quente, como uma camisola de tecido polar.
Saibam que cerca de 30% do calor corporal se escapa através das mãos e dos pés. Em dias frios, usem luvas próprias para corrida que sejam transpiráveis. Em dias mais frios, podem optar por usar aquelas luvas com uma única zona para todos os dedos, já que assim os dedos irão partilhar o seu próprio calor corporal. Podem também usar aqueles pacotes de aquecimento instantâneo, que proporcionam calor por algumas horas. Usem umas meias justas transpiráveis por baixo das meias mais quentes de polar ou lã, mas tenham em atenção o espaço disponível nos ténis para conseguir acomodar confortavelmente essas meias mais grossas.
Não se esqueçam que assim que começarem a correr vão aquecer, portanto não faz mal se se sentirem com um bocadinho de frio antes de começar a correr.
Cerca de 40% do calor corporal perde-se através da cabeça. Usar um boné ou um gorro apropriado vai evitar a perda de calor e o sistema circulatório irá ter mais calor para distribuir pelo resto do corpo. Quando estiver mesmo muito frio, usem uma máscara ou um lenço tipo buff a tapar a boca, para que o ar que expirar aqueça o rosto.
Habituem-se à temperatura de forma gradual. Evitem o choque térmico que seria ficar muito quente em casa e saltar para a rua para começar logo a correr no frio. Tentem alguns exercícios de aquecimento dinâmicos para aumentar o fluxo sanguíneo e aquecer bem os músculos.
Tal como em qualquer corrida, devem começar devagar e ir aumentando o esforço de forma gradual. Não apontem logo de início para o vosso ritmo mais rápido. Foquem-se sim em gerar calor no corpo. Assim que estiverem suficientemente quentes, vão ver como é bom correr com tempo frio. Quando estiverem próximos do final, vão diminuindo o ritmo para um bom regresso à calma.
Se o vento estiver muito forte, será capaz de entrar pelo tecido das roupas e anular a camada de isolamento e ar quente à sua volta. O vosso movimento também poderá causar arrepios de frio, isto porque aumenta o movimento do ar pelo corpo. Se a temperatura for abaixo de zero ou os arrepios muito constantes, optem antes pela passadeira num ginásio.
Agradeçam o facto de terem esta hipótese de correr com tempo frio. O vento fresco e a sensação térmica de gelo são coisas únicas, dignas de se apreciar durante um percurso bonito. Lembrem-se que em alguns lugares no mundo só dá para correr com tempo quente.
Ar muito frio pode despoletar dores no peito ou ataques de asma em algumas pessoas. Antes de se aventurarem, faleem com o médico e vejam se têm algum tipo de contra indicação que diga respeito a este tipo de treino ao ar livre.
Fonte: Corra pela sua saúde, Rachel Newcombe, Caracter Entertainment
E foi numa tarde bonita e cheia de sol que chegámos a Caminha, ao hotel onde iriam decorrer as jornadas técnicas que antecedem o dia da prova. É importante uma prova desta (e outras) natureza contar com este tipo de eventos no dia anterior e tirei esta experiência de poucos eventos ao nível nacional, mas principalmente depois da maratona de Munique esta fasquia subiu muitos níveis nas minhas expectativas para próximas provas. Vantagens: reúne desde bem cedo todos os participantes na prova, envolve, cria uma comunhão bonita de se ver e sentir, além de que é sempre interessantíssimo ouvir falar quem entende do assunto e já esteve em locais que, para a maior parte de nós, não passam ainda de nomes e imagens que nos deixam a sonhar e a desejar um dia também saborear. Pontos altos das sessões? Todos os intervenientes tiveram o seu interesse, dada a variedade dos temas e das histórias que foram partilhadas. No final, a apresentação da ficha técnica do percurso das provas do dia seguinte, orientada pelo Carlos Sá, já anunciava alguns problemas devido às previsões de condições meteorológicas adversas. Passada a noite no pavilhão desportivo local, o despertar foi feito ainda no escuro das 6:00 da manhã, com toda a gente bem agasalhada a ultimar os últimos preparativos para a prova. Apesar de existirem autocarros da organização para a deslocação até ao local da partida, optámos por ir de carro até Dem, aldeia ainda desconhecida para nós, onde estava situada a partida e todo o quartel-general da organização da prova. Organização essa que esteve sempre presente, com a simpatia característica das gentes do norte, sempre com uma palavra amiga e dispostos a ajudar no que fosse preciso. Todo o espaço estava bem assinalado, portanto deixámos o carro no parque marcado para o efeito e na praça central da Junta de Freguesia lá aguardámos pela hora de início das provas.
O frio e o vento forte já se faziam sentir e enquanto trocávamos impressões com outros participantes e víamos alguns artigos de corrida expostos e que apeteciam comprar, o mau tempo veio para ficar: o vento soprou mais forte, a chuva começou a cair e ninguém escapou à intempérie! As tendas por pouco não voavam com as barreiras de protecção, que teimavam em não conseguir ficar de pé. Feito o controle dos dorsais e chegada a hora da partida, mais um pormenor notável que fez toda a diferença e arrepiava a pele já enregelada pelo frio: a partida das provas foi assinalada pelas badaladas do sino do campanário, o que fez com que se sentisse ainda mais a envolvência com aquela terra e com o meio ambiente que nos iria rodear nas próximas horas. Feita a contagem decrescente a acompanhar o sino, o próprio Carlos Sá deu o tiro de partida e lá fomos todos... serra acima!
Toda a prova foi pautada pelo mau tempo, por vezes tão mau que o vento forte fazia com que a chuva gelada nos atingisse na horizontal, quase que impossibilitando a progressão em linha recta, atentos às sinalizações do trilho a seguir e tornando algo complicada a vizualização de alguns pontos-chave, acrescida da dificuldade do nevoeiro estar cerrado nos pontos mais altos do percurso. Um bem haja ao staff da organização que lá estava nos locais mais complicados para dar a orientação correcta do caminho a seguir. Mesmo assim, por muitas e diversas oportunidades tivemos o privilégio de contemplar a beleza da Serra d'Arga, com paisagens longas dignas de meditação, estradas romanas, cavalos selvagens, lagos, riachos e cascatas à nossa espera no meio das rochas e das árvores.
Passadas algumas horas, a organização viu-se obrigada a tomar a difícil decisão de cancelar a prova, devido às condições climatéricas que pioravam a olhos vistos, existindo locais em que a visibilidade não ultrapassava os 2 metros. Assim, tomou-se a decisão de anular a metade final da maratona, mesmo correndo o risco de protestos perante um sentimento de desilusão generalizada, por parte dos que se prepararam para este evento maior e para os que se deslocaram longos kms para nele participar. Mas cedo se verificou que todos os participantes reconheceram que foi a melhor decisão, tendo a atitude do próprio Carlos Sá sido elogiada por parte de todos de forma unânime, destacando-se mais uma vez o verdadeiro espírito de comunhão que só pode existir em eventos desta natureza.
Como o próprio Carlos Sá disse no blog da prova (http://grandetrailserradearga.blogspot.com/), também nós ficámos muito satisfeitos com este evento e esperamos que tenha continuidade para o ano, pois com certeza lá estaremos. Porque mesmo contra as dificuldades, "quando se faz o que se gosta, tudo está bem".