20.03.17
Reflexões depois de uma meia maratona
José Guimarães
Como se consegue isto? Aplicando a velha máxima que diz: "começar como um velho, acabar como novo!" O ritmo (pace) foi sempre bem gerido, atravessando a ponte a cerca de 6'/km, progredindo nos primeiros 10km até perto dos 5'/km e, a partir daí, esticar um pouco mais até aos 16km, puxando livremente (mas sem exageros desnecessários) nos últimos 5km até à meta. Note-se que nesta reta final ainda tive tempo para abraçar um amigo, e levar durante umas centenas de metros o carrinho da filha do Carlos Lopes, mas parece que não causaram mossa:
A partir daqui, o segundo objetivo era fazer a gestão da hidratação/nutrição ao longo da prova. Penso que também aqui cumpri o objetivo, até porque, com o calorzinho bom que estava, consumi 500ml de bebida isotónica e um gel energético aos 10km (onde usei um gole de água do staff, para limpar a boca do sabor do gel). Concluindo, depois de um sábado com treino de natação e de bicicleta em Setúbal, com a minha equipa do Oriental Triatlo, ontem fiz a prova que queria, no ritmo e com as sensações que queria e, com isto, fiquei um bocadinho mais confiante para conquistar o meu objetivo deste ano. Com tudo isto, não podia acabar sem deixar um alerta, dirigido a todos os que gostam muito de correr e que, por gostarem muito, o gostariam de fazer com saúde e com a melhor performance possível. A estes, deixo um momento de reflexão para a importância de se treinar de forma específica para as corridas que queremos conquistar. É que treinar para uma meia maratona (ou mais), significa treinar não só as pernas, mas também (e acima de tudo) a cabeça. Uma corrida de 21km é diferente de uma corrida de 10km. E uma corrida de 21km é diferente de uma de 42km. E por aí fora! E ainda vi muitos corredores a esticar o ritmo de forma alucinante no início da prova, a fazer gincanas impossíveis para ultrapassar uns e outros, ainda no tabuleiro da ponte, como se a prova acabasse uns metros à frente. Alguns quilómetros mais tarde, muitos destes corredores, ou já tinham esgotado todas as suas energias, ou as dores e as cãimbras já tinham ditado a sua sentença e nem correr conseguiam mais. Não há necessidade. Eu sei que custa um pouco contermo-nos, quando vemos os nossos amigos passar lá para a frente. Mas façam as coisas com cabeça e garanto-vos que não só vão concluir os vossos desafios com melhores resultados, como no dia seguinte ainda vão poder fazer aquela corrida de meia horinha, só para tirar o ácido lático... enquanto que os vossos amigos "aceleras" mal vão conseguir chegar ao trabalho ;) Não se trata só de começar, mas principalmente de chegar ao fim! Dicas e sugestões (e infos para treino personalizado), escrevam tudo nos comentários mais abaixo, ou enviem para info@desedentarioamaratonista.com